Da esquerda para a direita: José Maria dos Santos Filho, tesoureiro do CFMV, Ana Elisa Almeida vice-presidente do CFMV, Daniel Pereira assessor do Ministro da Saúde, Dep. Fed. Elmar Nascimento e Dep. Est. Tiago Correia

A vice-presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Ana Elisa Almeida, o tesoureiro da instituição, José Maria dos Santos Filho,  o deputado estadual Tiago Correia (PSDB-BA), e o deputado federal Elmar Nascimento (Democratas- BA)  se reuniram hoje (26 de abril), em Brasília, com  Daniel Pereira,  assessor especial do Ministro da Saúde Marcelo Queiroga, visando  a viabilização da vacinação dos médicos-veterinários no país.

“Explicamos a ele [Daniel Pereira] o que estava ocorrendo em algumas capitais e em algumas cidades com o não cumprimento do Plano Nacional de Imunização (PNI), não considerando o médico-veterinário no grupo prioritário como trabalhador da Saúde”, detalhou Ana Elisa Almeida.

Desde 1998, com a publicação da Resolução nº 287, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), os médicos-veterinários integram a lista de profissionais de saúde e estão contemplados no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, elaborado pelo Ministério da Saúde. Para o deputado Tiago Correia, “alguns gestores estaduais estão desconsiderando esta orientação técnica do Ministério da Saúde. E outros, por desconhecimento da amplitude de atuação do médico-veterinário e sua importância dentro dos novos conceitos de saúde coletiva, sequer consideram esses profissionais como da área da saúde”, pontua.

Animada com o resultado da reunião, Ana Elisa relatou que “ele informou que o ministro já estava tendo conhecimento deste problema e que iria encaminhar um  expediente aos municípios e aos estados  para que se faça cumprir o Plano Nacional.  Vamos aguardar que seja feita  essa ação e que possamos resolver esse impasse que tem ocorrido em algumas cidades.”

“Ficamos felizes em saber que o Ministério da Saúde já tem ciência que equívocos estão ocorrendo com a exclusão dos médicos-veterinários nos planos estaduais de vacinação, como é o caso de Salvador e da Bahia.  Com essa orientação, acreditamos que agora  todos passem a cumprir o PNI de forma homogênea em respeito às legislações que há mais de duas décadas reconhecem o médico-veterinário como profissional de saúde”, disse o diretor executivo do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV/BA), Rodrigo Bittencourt.   Ele está empenhando em acompanhar  a vacinação de médicos-veterinários nas cidades brasileiras fazendo esse levantamento.

Em Salvador, são quase dois mil médicos-veterinários esperando a imunização. No total, na  Bahia  são  5.175   médicos-veterinários em atividade.

Desde o começo da vacinação no país, o CRMV/ BA tem tentado por todos os  meios, garantir a imunização dos profissionais.  São ofícios, reuniões e até mesmo ido ao Ministério Público do Estado para conseguir a vacina.

“As secretarias de estado têm sim, sua autonomia, mas devem respeitar o Plano Nacional de Imunização”, concluiu Ana Elisa Almeida.

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