Na Semana Nacional de Combate à Leishmaniose, o CFMV orienta sobre a prevenção da doença

09 de agosto de 2019 A Semana Nacional de Combate à Leishmaniose ocorre dos dias 10 a 15 de agosto, para estimular ações educativas e preventivas e promover debates sobre as políticas públicas de vigilância [...]

09 de agosto de 2019

A Semana Nacional de Combate à Leishmaniose ocorre dos dias 10 a 15 de agosto, para estimular ações educativas e preventivas e promover debates sobre as políticas públicas de vigilância e controle das leishmanioses no Brasil. Foi instituída pela Lei Federal nº 12.604, de 3 de abril de 2012.

Leishmaniose visceral

A leishmaniose visceral (LV), conhecida popularmente por calazar, é uma doença infecciosa que acomete os animais e o homem. É causada pelo protozoário Leishmania infantum, a mesma espécie que causa a doença na Europa. O protozoário é transmitido para pessoas e cães por meio da picada de fêmeas de insetos denominados flebotomíneos (birigui, tatuquira, mosquito-palha etc.). Os flebotomíneos se infectam com a Leishmania quando picam cães infectados.

A LV em humanos é considerada, pela Organização Mundial de Saúde, uma das principais doenças negligenciadas do planeta, pois ocorre com maior frequência em populações de maior vulnerabilidade social, principalmente em crianças. É uma doença grave e que pode levar a morte se não for tratada oportunamente e adequadamente. Por esses motivos, caracteriza-se como um desafio à saúde pública mundial e um dos principais problemas de saúde veterinária para os cães, com alta relevância para a saúde pública no Brasil.

Nesse cenário, existe risco para a saúde humana e canina quando cães infectados (com ou sem sinais clínicos) são mantidos em ambientes com características favoráveis à presença do vetor (exemplo: áreas com acúmulo de matéria orgânica, nas quais existam animais de criação em ambientes sem limpeza diária, como galinheiros, ou em áreas próximas a matas, rios e lagos).

 Prevenção da LV

A melhor medida ainda é a prevenção. Limpe o ambiente interno e externo das residências com a retirada de matéria orgânica (restos de alimentos, folhas, frutos, fezes de animais etc.) para evitar a presença do vetor. Leve o animal regularmente ao médico-veterinário, mantendo-o saudável e bem alimentado. Use telas de malha fina nas janelas das casas e nos canis, pois o inseto é muito pequeno (só tem 3mm de diâmetro). Utilize nos cães produtos que repelem e matam os insetos transmissores da doença, como coleiras impregnadas com inseticida e pipetas, obedecendo às recomendações dos fabricantes e o prazo de validade. Quando for possível, evite a exposição do seu animal ao ambiente externo após às 17h. Vacine o cão com a vacina antileishmaniose visceral somente após exame sorológico para se certificar que o animal não está infectado, seguindo as recomendações do fabricante e o prazo de validade, e utilize as medidas preventivas mencionadas para poder vacinar o cão com segurança, uma vez que nenhuma vacina é 100% eficaz.

Assessoria de Comunicação do CFMV com informações da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária – CNSPV/CFMV

Confira o Manual de Procedimentos para Vigilância e Controle de Leishmanioses nas Américas (em espanhol): https://bit.ly/2GX9DMe.

Tire duas dúvidas sobre a Leishmaniose Visceral Canina (LVC) aqui.

 

Enquetes

O que você achou do novo boletim do CRMV-BA?

  • Gostei. Está mais dinâmico e atrativo (43%, 17 Votos)
  • Gostei, mas ainda pode melhorar (33%, 13 Votos)
  • Não gostei (15%, 6 Votos)
  • Por mim tanto faz. Não leio mesmo (10%, 4 Votos)

Total de Participantes:: 40

Carregando ... Carregando ...

INFORMATIVO

Cadastre-se para receber notícias do CRMV-BA.

Send this to friend